Os desenhos das armaduras dos personagens é um caso a parte, capacetes em formato inusitados, como rinocerontes, baleia, tornando-as bem chamativas.
A arquitetura que também é bem realística, castelos, casas, campos de batalha, ferramentas de tortura, armas, vestimentas da época em camponeses, nobres e soldados, demonstrando que Kentaro fez um profundo estudo sobre a idade média.
Um detalhe interessante é que em determinado ponto da história aparecem os Inquisitores do Vaticano, caçando e torturando os infiéis e na história são mostrados literalmente como monstros.
O ponto forte de Berserk é o seu roteiro e sua arte com detalhes nos desenhos que beiram ao real, que apesar de violentos usam bem o contexto de guerras e batalhas medievais mostrados de forma bem crua que aquela realidade vista em filmes onde o cavalheiro mata o seu adversário com um estocada no peito sem aparecer uma gota de sangue não foi nenhum pouco real.
Porém um ponto negativo notado na versão nacional é a impressão, que perdeu muito da qualidade da arte e seguiu o formato padrão dos mangás da editora.
Por conta de suas qualidades Berserk indiscutivelmente foi sucesso onde foi publicado, Asia, Europa e mesmo aqui no Brasil onde os Fansubbers ajudaram a criar o mito antes da chegada da publicação.
Esse é um dos mangás meu de cabeceira, uma história de terror Dark, com demônios, violência extrema, arte detalhada, tomadas de tirar folego, um ótimo roteiro e acima de tudo, um mocinho que aparentemente não se dará bem no final como em qualquer conto feliz.
E acredite, talvez no final a história de Berserker não possa ter passado de um pesadelo de algum dos personagens, por se tratar de algo tão cruel que beira a nossa realidade.
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