sexta-feira, 28 de setembro de 2007

Direitos autorais - YO HO HO

Muito se fala de direitos autorais, em jornais, na internet, cópia de filmes, cópias de programas de computador entre outros.

Direitos autorais são leis que todos nós estamos cansados de saber que protegem as criações artísticas, intelectuais e industriais assim como de patente.

Segundo noticia publicada no site Henshin os japoneses estão votando leis onde quem baixar conteúdo sem permissão do autor poderá ser processado pela quebra de direito autorais.

Tudo que é manga ou anime que vem parar nessas bandas, seja por fansubers ou por cópia direta viola essas regras de direitos de cópia, o que teoricamente infligiria essa ou até mesmo as leis de copyright internacionais.

Para a nossa sorte, essa nova lei será aplicada aos japoneses e nós não poderíamos ser processador por estarmos aqui no país da impunidade onde se bobear tem até o Bin-laden por aqui escondido trabalhando na Santa efigênia.

Talvez todo o nosso mercado de mangas e animes não existissem se o Brasil não fosse a casa da maria joana, porém para autores isso é algo prejudicial.

Imagina que você que por exemplo gastaria o seu tempo desenvolvendo um produto por exemplo um manga aqui no Brasil, onde para ser competitivo você teria que vendar a um custo bem baixo, por exemplo R$5,00.

Pelas estatísticas, de cada 100 copias circulando 20 seriam originais, ou seja, ao invés de você ganhar os R$500,00 você receberia R$100,00.

Descontando impostos e a parte das editoras você acabaria com uns R$50,00 no bolso praticamente o valor de 10 das 100 cópias vendidas.

Para um criador em inicio de carreira isso seria algo difícil, seria muito difícil de se manter, mas devemos levar em consideração uma coisa, os custos de produção de uma mangá são altos, estúdio, assistentes, material e tudo mais e os valores das comissões editoriais também derrubam o lucro.

Mas voltando ao Brasil, na prática acho que a nossa pirataria não afeta tanto os mangakás japoneses iniciantes, por que o que geralmente os Otakus daqui consomem já se tornou sucesso há muito tempo por lá, o autor já conseguiu fazer o nome e está indo muito bem, a nossa pirataria não se torna tão prejudicial.

Porém existe o lado negativo, não existe produção profissional de publicações do gênero aqui, apenas algumas com grande status como turma da mônica ou HQs americanos, porém é uma visão bem distante vermos uma produção nacional de mangas ou até autores ganhando a vida através da criação de mangas ou até de livros.

O país inteiro está errado, o governo por colocar impostos absurdos sobre tudo, os usuários que tem dinheiro para pagar e dão uma de malandro e mesmo quem executa a cópia dos produtos.

Por isso, a Sony nem sonha em produzir Playstation no Brasil e a Apple finge que o país nem existe quando é indagado sobre o lançamento do iPhone por aqui, isso é o Brasil.

Obs. Não esqueci de publicar a resenha do Akira, ainda estou baixando o anime.

sábado, 22 de setembro de 2007

O inglês japonês

Esses dias aos assistir o anime “Gungrave”, eu escutei o seguinte termo:
“Beondo the greivo”, que se referia ao texto escrito nas legendas: ”Beyond the Grave”.

Ao vasculhar uma banca de jornal para passar o tempo eu vi a capa do mangá Bleach número 2, onde tinha o seguinte texto:”GOODBYE PARAKEET GOODNITE MY SISTA” que até hoje eu não consegui decifrar o texto ou descobrir se era uma piada do autor.

Existe também a lendária saga de jogos:”Samurai Shodown”, seja lá o que signifique Shodown. A adoração japonesa quanto à cultura americana é muito grande, um fenômeno crescente que segundo alguns é a destruição dos costumes e tradições japonesas.

Isso faz com que o inglês faça muito sucesso, porém a dificuldade de aprendizado é muito grande por conta do idioma japonês que não tem nada a ver com os idiomas ocidentais tornando-se uma barreira para o entendimento.

É muito comum os japoneses terminarem todas as palavras com “o” ao tentar falar palavras em inglês, por exemplo: ”Catso”, “Behelito”, o que deve ter a ver com o idioma local.

Nunca assiste a filmes japoneses focado no publico jovem, mas suspeito que esse inglês-japonês seja usado com freqüência o que deve ser bem cômico de se escutar.

Eu imagino que até deva existir várias gírias com palavras inglêsas e termos, que mesmo para alguém que entenda inglês deva ser difícil de entender, é a regionalização de termos e idiomas.

Bem fico por aqui e “Goodo Bayo” para todos.

segunda-feira, 17 de setembro de 2007

Akira parte -1


O que falar de Kira, apocalíptico? Violento? Inovador? Arrojado? Genial? Clássico? Demente? Psicótico?

A lista é enorme de adjetivos para classificar a obra máxima de Katsuhiro Otomo.

Esse anime dos anos 80 é bem conhecido do pessoal com mais ou menos 30 anos, que mesmo sem conhecer o que é um anime, sentiu o impacto que foi em nossa sociedade acostumada a se escandalizar com um “Comando em ação” ficar atordoado com um disparo de uma arma de outro em um desenho animado.

O impacto não foi só pelo roteiro de ficção extremamente violente e também pelas técnicas de animações que foram inovadoras na época, vejam por si mesmos e prestem atenção na qualidade da animação e na perfeição dos movimentos dos personagens.

No próximo post, falarei mais detalhadamente sobre Akira, preciso rever-lo para não esquecer nenhum detalhe.

sexta-feira, 14 de setembro de 2007

Berserk - Parte 2

Os desenhos das armaduras dos personagens é um caso a parte, capacetes em formato inusitados, como rinocerontes, baleia, tornando-as bem chamativas.

A arquitetura que também é bem realística, castelos, casas, campos de batalha, ferramentas de tortura, armas, vestimentas da época em camponeses, nobres e soldados, demonstrando que Kentaro fez um profundo estudo sobre a idade média.

Um detalhe interessante é que em determinado ponto da história aparecem os Inquisitores do Vaticano, caçando e torturando os infiéis e na história são mostrados literalmente como monstros.

O ponto forte de Berserk é o seu roteiro e sua arte com detalhes nos desenhos que beiram ao real, que apesar de violentos usam bem o contexto de guerras e batalhas medievais mostrados de forma bem crua que aquela realidade vista em filmes onde o cavalheiro mata o seu adversário com um estocada no peito sem aparecer uma gota de sangue não foi nenhum pouco real.

Porém um ponto negativo notado na versão nacional é a impressão, que perdeu muito da qualidade da arte e seguiu o formato padrão dos mangás da editora.

Por conta de suas qualidades Berserk indiscutivelmente foi sucesso onde foi publicado, Asia, Europa e mesmo aqui no Brasil onde os Fansubbers ajudaram a criar o mito antes da chegada da publicação.

Esse é um dos mangás meu de cabeceira, uma história de terror Dark, com demônios, violência extrema, arte detalhada, tomadas de tirar folego, um ótimo roteiro e acima de tudo, um mocinho que aparentemente não se dará bem no final como em qualquer conto feliz.
E acredite, talvez no final a história de Berserker não possa ter passado de um pesadelo de algum dos personagens, por se tratar de algo tão cruel que beira a nossa realidade.


Berserk - Parte 1

Violência extrema, estripamentos totalmente detalhados e estupros, estes não são apenas os itens que tornaram mangá Berserk famoso, que teve um anime baseado em 1997.

O roteiro não segue o padrão da maioria dos animês, o personagem principal é um sanguinário que as vezes beira a irracional, o que não é novidade hoje em dia, porém a sua atitude e os percalços que ele passa o tornam digamos o herói ou anti-herói que mais sofreu e se deu mal em todos os tempos.
Em sua saga sanguinaria, o personagem mata muitos inimigos sem piedade assim como ganha grandes feridas no corpo, tem o seu corpo multilado e tem a sua alma e suas crenças destruídas pelo seu melhor amigo que o trai em busca de um sonho, o que transforma a história inteira.

Mas vamos à história:
Em um contexto medieval, Gatts um jovem retirado do ventre de um defunto e criado como mercenário, passando por todas as suas mazelas reais dentro um grupo de bandidos.

Sua vida muda ao enfrentar Griffith, o líder do banco dos “Falcões” que se surpreende com a força excessiva do jovem e sua eficiência no campo de batalha.

A história gira em torno do triangulo amoroso Gatts, Casca e Griffith e vai se desenrolando a ponto dos personagens atingirem o seu ápice e terem uma reviravolta gigantesca, onde o mocinho da história literalmente vende sua alma.

O ponto principal da história gira em torno de sonhos e a busca incessante por realizá-los a qualquer custo.
Sonhos que levam os persongens das maiores realizações de suas vidas para a ruína total, tanto física quanto mental.
Em um ponto da história, o protagonista chega a questionar suas razões e por que vivera até aquele momento, se a razão de tudo para ele era apenas matar. Mas com a grande reviravolta da história, esse personagem passa a viver na escudirão, sua alma atormentada por fantasmas e talvez a impossibilidade de apenas nunca conseguir aplacar o seu ódio pelo causador da ruína de todos.
Talvez a história seja uma metáfora do grande sonho que se torna um pesadelo.

Quanto a arte, nos 18 anos de publicação é notória a evolução de Kentaro Miura, que em um dos capítulos chega a desenhar detalhadamente uma caravelha, enquanto algumas cenas são feitas com traços mais rústicos causando grande impacto na narrativa.

segunda-feira, 10 de setembro de 2007

Fansubers - Parte 2

Os fansubers no geral ajudaram a alavancar a indústria de mangas no país, hoje vemos lançamentos de mangas ainda em publicação no Japão que devido ao conhecimento prévio dos fás, já saem com grandes tiragens no Brasil.

Mas o tempo passou e muitos fansubers foram abandonados por seus criadores que decidiram gastar os seus tempos com outras atividades, outros pararam de acompanhar os Mangás e grandes redes de sites, com tradução com poucos dias de atraso, surgiram tomando o lugar.

O que era um projeto de fãs virou negócio marcando presença até em convenções de mangas com grandes estandes.

Hoje em dia, existem sites como mangahelpers, que fazem todo o trabalho de tradução do japonês para o inglês, os capítulos são enviados por fãs japoneses que assinam Mangás e recebem com 1 semana de antecedência.

Por sua vez, os grupos brasileiros, pegam à versão em inglês e convertem para o português em poucas horas e lançando em suas redes de sites e no orkut.

Por outro lado, temos um mercado de Mangás superaquecido com lançamentos cada vez mais atuais fazendo com que os usuários tenham muitas opções até mesmo para quem não tem acesso a internet, o mercado mudou totalmente.

Devemos muito a esses corajosos fãs que trouxeram a nós esses Mangás em meio a muitas dificuldades, eles mesmos plantaram as sementes que germinaram no grande campo de trigo que é hoje a publicação de Mangás no Brasil, eles não tinham noção do que o mercado se tornaria depois, apenas queriam compartilhar o que gostavam e difundir entre os usuários do underground o seu vicio.

Fansubers - Parte 1

Foram tempos “românticos” aqueles, eram publicados apenas Dragon Ball Z e Samurai-X.

Não havia muita penetração de Mangás no Brasil, achávamos apenas alguns volumes escondidos nos cantos em poucas bancas do centro.

Por causa dessa “fartura” de títulos, alguns fãs corajosos resolveram ir além buscando novos trabalhos na internet. Reuniram-se com amigos e colegas, muitas vezes via internet, para fundar grupos com o intuito de difundir os Mangás que não eram acessíveis para o publico geral, seja por desconhecimento dos títulos publicados no Japão ou pela barreira cultural do idioma.

Esses grupos traduziam os Mangás, e no caso dos animes criavam as legendas e disponibilizavam através dos velhos e famosos canais de IRC para os fãs baixarem, isso anos antes de surgir youtube.

Os trabalhos vezes por outra tinham qualidade precária, cheguei a ver animes com legendas traduzidas através destes sites de tradução, babelfish e google.

Por outro lado, outros trabalhos eram corajosamente vertidos do japonês para o português sem deixar nada a dever a trabalhos profissionais.

Muitos títulos que foram publicados há pouco tempo, já eram de conhecimento dos fãs que acompanhavam através dos fansubers, Berserk é um exemplo de Mangá que através do trabalho destes fãs tornou-se muito conhecido aqui no Brasil.

quinta-feira, 6 de setembro de 2007

Influência dos animes nas animações americanas - Parte 2

Como se nós não fossemos a maior comunidade japonesa fora do Japão, o Brasil começou a receber os animes que primeiro faziam uma distante escala nos EUA, recebiam uma roupagem americana, cortes e etc, e vinham cair aqui no país do samba.

Com a invasão, o mercado americano reagiu e ao mesmo tempo foi influenciado pelos animes.

Talvez a “jogada certeira na cesta dos americanos” tenha sido Animatrix, o conjunto de animações que conta algumas história dentro do universo Matrix e que acompanha a trilogia, um filme em evidência que alavancou de vez os animes nos EUA com o Animatrix.

E por outro lado à animação “A viajem de chihiro” de Hayao Miyazaki fez a sua parte ganhando o Oscar de melhor animação e o profundo respeito dos diretores da Disney que o reverenciaram como o maior diretor de animação da atualidade.

Vemos hoje animações americanas apresentando características de animes, vide Titans, 3 espiãs, as expressões exageradas dos animes foram transpostas para as animações americanas e começaram-se a criar sagas vide “Avatar” e “Clones Wars” o que teve grande aceitação do público gringo.

Quem sabe no futuro talvez as animações americanas atinjam um nível de qualidade maior, acompanhando e competindo com os Animês, as mudanças já começaram e nós fãs de animes apenas temos que esperar para ver e sair ganhando com uma disputa.

Influência dos animes nas animações americanas - Parte 1

Primeiro Akira de Katsuhiro Otomo trouxe um impacto visual muito grande, violência extrema e temática adulta mostrando ao mundo o que um anime poderia fazer.

Depois vieram Cavaleiros do Zodíaco, Pokemon e DBZ que entraram pela brecha aberta a ponto de causar uma transformação nas animações americanas assim como nos HQs.

Até o começo dos anos 90 as “animações americanas”(qualquer uma que passasse na globo no período da manhã) e que não tinham temática escrachada estilo “Coragem, o cão covarde” e “Jonny Bravo”, etc, seguiam um padrão de qualidade extremamente baixo, capítulos sem continuidade, personagens estereotipados demais e sem profundidade(mocinho bonzinho, menina inteligente bonita, vilão malvado que quer destruir o mundo, etc), cenas de lutas mal feitas, armas de fogo e temáticas tão profundas quanto um pires.

Com a entrada dos animes nas grades das TVs americanas, as produtoras americanas sofreram grande impacto.

O preço de um anime era baixo em relação à produção de uma animação convencional e eram oferecidos enxurradas de animações que haviam dando certo no Japão e na Europa.

E o Brasil também entrou no “bonde o tigrão” e acabou recebendo a enxurradas de animações que aportaram a partir dos anos 90.

domingo, 2 de setembro de 2007

Museu Ghibli

Bem, é difícil para quem gosta de anime e mangas nunca ter ouvido falar de Hayao Miyazaki, o mestre da animação de filmes como “O castelo animado” e “A viagem de chihiro”.

Ao navegar pelo youtube achei alguns vídeos que mostram o museu Ghibli que o estúdio claramente decidiu tornar um museu com foco no público infantil.

Por curiosidade se algum dia você estiver passando por Mitaka, região metropolitana de Tóquio, de uma passada lá para se divertir um pouco e ver alguns curtas que apenas são exibidos no museu e detalhes a produção dos animes do estúdio.



Matéria com alguns personagens




Video da entrada do museu




Sobre os personagens do “Meu amigo totoro”


Site oficial do Museu Ghibli