Por serem seres primitivos e estarem em vários lugares habitados por humanos os Mushis acabam interferindo na suas vidas, desde fazendo-os ver luzes, os próprios Mushis, até realizar sonhos, fazendo as vidas de alguns humanos adentrarem a sua realidade sobrenatural para convergiram em um mundo que pode desde se tornar um pesadelo em meio ao nada no meio de um túnel que não tem fim e pode sair em qualquer lugar a qualquer tempo a até o nascimento de uma criança dentro de uma planta.
Essas histórias fantásticas são contadas por uma arte excepcional, lembro quando eu comecei a rodar em meu computador ultrapassado e a abertura, onde fotos reais (acho eu) de galhos de folhas são iluminadas por luzes, deixavam minha maquina lenta, quase travando por causa do nível de detalhamento.
O mangá Mushishi foi transformado em anime usando um formato diferente do usado em obras de Animes atuais, sem sagas, heróis, mocinhas e inimigos e a própria narrativa tendo outro formato.
Os 26 capítulos são contados como séries americanas, onde não existe relação entre os capítulos tornando-os várias histórias independentes.
E levando em conta a sua originalidade, em 2006 o anime foi premiado com o “Tokyo International Anime Fair”, nas categorias: “Série Televisiva” e “Direção de Arte”, algo como a maior premiação da animação japonesa.
Por conta dessa obra ímpar, Katsuhiro Otomo que criou Akira, dirigiu o filme live-action dessa obra que usa como contexto o Japão medieval.
Se você gosta de histórias de fantasia, singelas e gosta de prestar atenção na arte do que é exibido, esse mangá é uma sugestão muito boa, caso você prefira continuar no mundo cinza, sujo e real, não assista a esse mangá e vá assistir tv.




